Essa veio um pouco atrasada, mas vale umas risadas só pelo conteúdo.
O prefeito do Rio, César Maia, em seu ex-blog, mandou para o email de seus assinantes a seguinte pérola na última terça-feira:
A MACONHA E OS ALIMENTOS!
1. A crítica que autoridades internacionais tem feito à expansão do etanol, certamente não parte de uma posição estática, ou seja, da estrutura de produção de hoje. Projeta -pela taxa de retorno que oferece alternativamente a outras culturas- uma expansão continuada contra as culturas de menor taxa de lucro, provavelmente, alimentares.
2. Pode-se tratar da questão da liberação da Maconha sob vários pontos de vista, sendo o principal o da saúde pública e a escada para vícios mais fortes. Mas há um fator pouco citado que é o econômico. Na medida em que se libera a maconha, automaticamente se libera sua produção. De outra forma seria uma contradição: autorizar o consumo e reprimir o contrabando, pois nos demais países a maconha é proibida.
3. Com a liberação da maconha -consumo e produção- as culturas menos lucrativas iriam sendo substituídas. Estas são as alimentares, como se viu no polígono da maconha na região de Petrolina. Em seguida seriam desenvolvidos tipos de maconha de maior intensidade tóxica, já amplamente conhecidos. E com isso teriam plantações de vários tipos de produtividade e lucratividade, substituindo culturas mais e menos lucrativas.
4. O limite para este processo seria quando a curva de consumo chegasse a seu teto e o aumento da oferta fosse reduzindo a lucratividade. Antes desse momento a cadeia produtivo-comercial iniciaria um processo de estímulo a expansão do consumo de forma a alargar o ciclo de expansão. Esse processo duraria quanto tempo? Trinta anos? Quarenta anos?
5. Uma decisão dessas levaria o Brasil à chacota internacional. Um país desigual estimulando substituir arroz e feijão por maconha. Que falem os políticos defensores da liberação, pois a eles caberia votar a lei de liberação. Que não dissimulem colocando uma garotada na frente com sites e marchas, vários deles inibidos atrás de máscaras.
Para estabelecer um debate de igual relevância à tese levantada pelo prefeito, eis que surgem meus estimados amigos de faculdade:
B: Se seguirmos pela lógica tortuosa dele, podemos desmontar o argumento dizendo que, pelo contrário, a produção de alimentos aumentaria exponencialmente por conta da larica.
A: Mas a larica TAMBÉM aumenta os preços no sentido de que aumenta a demanda. Com mais pessoas querendo laricar, os vendedores podem vender mais caro ainda. A solução será se alimentar de maconha, é claro.
S: Mas esse não é o argumento contra a cana-de-açúcar? E não dizem que é furado?
A: Ele fuma maconha, só pode!
. . .
Enquanto isso, no Estadão, Tutty Vasquez arrasa:
Desabastecimento grave
A classe média está apavorada com a escassez de alimentos.
Já pensou se falta arroz nos restaurantes japoneses!
Como é que esta gente vai viver sem sushi?
Obs.: Linkei para o blog do César Maia de propósito. É porque vi o banner da pré-candidata à prefeitura carioca pelo DEM, Solange Amaral, lááááá embaixo, e me questionei se está lá por medo de o TSE cair em cima pela veiculação propaganda eleitoral antecipada ou se é por vergonha de associarem seus nomes um ao outro. Ou se por ambos.




#1 - April 24, 2008 at 06:29 am
Ha-Ha-Ha-Ha!
Cesar Maia e suas pérolas. Se ele está sugerindo legalizar a maconha, e porque com certeza já tem uns pés escondidos por aí…